Método para Documentários ET’s.

Nesta busca pelo conhecimento que é a nossa pesquisa de Mestrado um dos pontos centrais, e o qual me debruço nestes dias é a fase metodológica de propor estratégias para esmiuçar o objeto de estudo, mapear, relacionar, comparar e anotar, em busca sobretudo de conhecimento que possa ser analisado e replicado.

Um dos conceitos que guiam meu método é o presente no livro Alien Phenomenology or What It’s Like to Be a thing, do designer de jogos e filosófo de mídia Ian Bougost, ” Knowledge may intersect or surround ideas and objects, but it never permeates them, just as mechanical device used to train canaries doesn’t really turn them into sopranos”.(BOUGOST, 2012, pg. 123) em português, “O conhecimento pode cruzar ou circundar ideias e objetos, mas nunca os permeia, assim como o dispositivo mecânico usado para treinar canários não os transforma realmente em sopranos”.

Tal pensamento está presente na filosofia da ontologia orientada dos objetos – OOO – uma proposta do realismo especulativo que desloca a tradicional visão humanista da realidade em direção a interconexão entre os objetos e nós, que possui entre seus pensadores Bougost, Harman, Latour, entre outros. Meu objetivo é assim desenhar os mapas dos estilos das narrativas na hipermídia documental. Espero não ser muito pretensioso …

Filming Revolution – A primavera árabe em sua versão Big Data.

A indicação de documentário hoje é “Filming Revolution”, que você pode começar a ver aqui: https://filmingrevolution.org/

Os tempos de revolução sempre foram um terreno fértil para novas idéias e abordagens para o cinema. Com isso em mente, a estudiosa e praticante de cinema Alisa Lebow professora de Screen Media na University of Sussex, foi ao Egito após a revolução de 2011 para conversar com os cineastas sobre a maneira como suas práticas podem ter mudado como resultado de sua participação nesses eventos. Entrevistando mais de trinta cineastas, artistas, ativistas e historiadores, este projeto cria uma plataforma para pensar junto com as pessoas que fazem filmes no meio da agitação e depois.

As entrevistas são organizadas em grupos de conversas detalhadas, agrupadas em torno de temas, pessoas e projetos. Os leitores acompanham essas trocas multi-vocais para ouvir uma variedade de pontos de vista sobre tudo, desde filmar nas linhas de frente até organizar um sindicato de cineastas independentes ou contar uma história pessoal em meio a um momento histórico. O projeto aborda questões de forma, a relação entre documentário, jornalismo, arte e ativismo, bem como questões de historiografia, propaganda e muito mais. Cada cineasta e todos os temas associados são apresentados com uma nota para facilitar o envolvimento com essa investigação rica e exclusiva da mídia.

O projeto está no ar em uma publicação da Stanford University Press, © 2018 Stanford University | ISBN 9781503605220 | DOI 10.21627/2018fr | OCLC 1057701579 | Published by Stanford University Press