Caminhando na pandemia – 2020.

E esperando que caminhos nos levem logo a vacina e principalmente para anos melhores em 2021, 2022, 2023 … não custa sonhar.

Um caminho possível se seguirmos os passos da ciência, do cuidado com o meio ambiente, da busca de melhores e mais justas condições de vida para nós habitantes deste pedaço de pedra voadora na imensidão do universo !!

Nossa despedida deste ano será relaxar com o K-filme de Andrew Martyn Sugar chamado de “Walking Through the pandemic”, realizado colaborativamente na Inglaterra durante os primeiros meses da pandemia e que teve apoio do Arts Council England.

Ensaiando com a realidade no doc interativo Reharsing Reality .

Realizado pela artista Nina Simões (2007) aborda a introdução de práticas estéticas do Teatro do Oprimido de Augusto Boal, em ocupações do MST – Movimento dos Sem Terra, no Brasil.

Ele foi montado no então recém lançado software Korsakow, que ao permitir interatividade às narrativas constrói um interessante paralelo entre o formato do documentário nas novas mídias e os processos de escolha que os membros do MST podem fazer individual e coletivamente acerca de questões políticas, sociais e culturais nas encenações levadas as comunidades.

O filme faz parte do seu trabalho de Doutorado na University of Arts de Londres, UK, “decidi explorar o uso das novas mídias para ilustrar as relações particulares entre artes e política, interrupção e narrativas, representação e autorias”, esclarece.

Home page

segue o link http://www.rehearsingreality.uk/


Na época a diretora propôs chamá-lo de docufragmentário, pois descrevia seu filme como uma série de sequências curtas que variam em conteúdo e tempo, permitindo um desenvolvimento muito fragmentário.

Enquanto as informações são passadas de uma forma específica nas sequências, seu significado pode ser construído ao escolher o que ver clicando nas miniaturas que vão surgindo abaixo da tela principal.

Estes “pedaços” de informação documentais variam de acordo com o que se escolheu, e influenciam o que vai aparecer em seguida de acordo com as interpretações do espectador, criando um aspecto inclusivo que o torna um participante ativo do trabalho.

Estou no momento finalizando um artigo sobre este I-doc relacionando conceitos que vimos na disciplina – Poder e Consumo na Sociedade Contemporânea – deste semestre. Espero trazer aqui em breve os resultados ! Até lá ! #ficaemcasa.


Pesquisa qualificada !!!

Muito feliz com o resultado da banca de pesquisa que foi qualificada no Mestrado em Indústrias Criativas na Unicap – Universidade Católica de Pernambuco, realizada nesta terça-feira, dia 30/06.

Agradeço meus orientadores, Prof. Doutor João Guilherme Peixoto @joaogmpeixoto, Prof.Doutor Anthony Lins @thonylins, Prof.Doutor Dario Brito @dario_brito e Profa. Doutora Kátia Augusta Maciel @kaaug , cabeças pensantes da academia brasileira !!

Nosso projeto têm com problema entender melhor as relações entre as unidades narrativas (databases) editadas nas interfaces do programa Korsakow e como elas podem ser utilizadas. O produto desta investigação será um e-book que vai ser disponibilizado aqui.

Em breve teremos novidades !

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Por que estamos fazendo uma exposição sobre a história do Übersee-Museum ?

Para esclarecer esta questão o Übersee-Museum, de Bremem na Alemanha lançou no final de 2019, um documentário inteiro editado no programa de mídia interativa Korsakow.

O filme revela ao público o lado menos visto nas exposições, mas que têm importância fundamental e somente é possível como o trabalho de pesquisadores, cientistas, arquivistas e outros profissionais colaboradores de diversas áreas, como podemos conferir.

Sua criação faz parte da exposição permanente “Procurando vestígios – História de um museu” , um passeio virtual que vai além dos existentes em outros museus.

Segue o link ! E vamos passear em casa. #ficaemcasa.

https://www.uebersee-museum.de/museumsfragen/


Para o site do museu: www.uebersee-museum.de
Sobre o Übersee-Museum: Übersee-Museum / Impressum

Mapeando novos terrenos, né McLuham ?

Quero trazer aqui hoje duas ilustrações propostas pelo pesquisador australiano Adrian Miles, em artigo de 2017, sobre o que ele imagina onde possa estar se situando o campo de estudo dos documentários computacionais, termo que ele também propõe.

Ele explica, “a figura 3 é mais apropriada, proposicional e didática. Aqui, os estudos documentais ainda se encontram dentro dos estudos de cinema, com a introdução do campo mais recente de novos estudos de mídia, sobrepondo estudos de cinema. Isso reflete a influência agora óbvia da digitalização na gravação, edição e distribuição do cinema, e o exame teórico do que essas mudanças provocaram na produção, no estilo, na economia e na agência de mudanças do público. Também reflete a extensão em que os estudiosos do cinema e dos estudos documentais confiam nas teorias de Lev Manovich, em The Language of New Media, para criação de novas mídias”. (MILES, 2017, pg. 9, tradução nossa).

Já nesta figura ele sugere ” a figura 4 é uma maneira mais interessante de se questionar sobre o documentário interativo como um emaranhado confuso de pessoas, mídia, tempo, tecnologias, interatividade, materialidade e produção, do que os estudos de cinema e documentário alcançam por si mesmos. Isso está mais próximo do que algo chamado não-ficção computacional poderia fazer. (MILES, 2017, pg. 10, tradução nossa).

A proposta de estudos proposta por Miles situa-se na confluência entre as Teorias de Ator Rede e Novo Materialismo para o campo no que esclarece ainda: ” neste desenho, os estudos de cinema não fornecem mais as lentes principais para a exibição e a realização de documentários interativos, sugerindo que os estudos interativos são uma bricolagem de estudos de cinema e documentários, além de estudos de software, novas mídias e códigos, com o novo materialismo incentivando um determinado teor ou carimbo para tudo. ” (MILES, 2017, pg. 10, tradução nossa).

As referências deste post são do artigo: “Matters of concern and interactive documentary: notes for a computational nonfiction“. de Adrian Miles (2017) School of Media and Communication, RMIT University, Melbourne, Australia.

Espero que possa ter sido um norte para minha pesquisa, até breve !

Este post teve como trilha sonora o Álbum Supertramp Live 1997.

Codoanaut – Onde nos programamos ?

Têm sido diferente a rotina desses dias de 2020. A pandemia nos obriga a repensar /reorganizar todas as rotinas diárias. A simples ida ao mercado, organizar casa / trabalho / escola, receber uma encomenda, organizar leitura ou consolidar um projeto de pesquisa se tornam tarefas dignas de heróis das galáxias !

E esse repensar/reorganizar vêm sendo feito cada vez mais no uso cotidiano de aplicativos que utilizam de inteligência artificial, o paradigma invisível que nos controla e conduz por labirintos digitais.

Para pensar mais e melhor sobre esta inteligência recomendo para esses dias de quarentena “ver ” o documentário “Codonaut”, dirigido por Florian Thalhofer, Félix Pauschinger e Stefan Westfal, editado na plataforma do Korsakow.

O doc aborda o assunto usando as interfaces do programa que permitem caminhos narrativos explorados a partir de referências que vão de citações sobre a evolução da tecnologia computacional de Assimov, de textos do filme 2001 Odisséia no Espaço e de previsões feitas por cientistas, filósofos, estudantes, médicos, escritores e outros personagens da Alemanha de hoje.

Apesar de ser falado em alemão grande parte do I-doc têm legendas em inglês, o que torna a experiência acessível. Para quem já acompanha o cenário de filmes interativos destaco o design e sobretudo a possibilidade do “olho do pássaro”, recurso que permite visualizar o conteúdo de forma geral, e que dá ao espectador a possibilidade de acompanhar quais partes da linha da história ou dos personagens já foram assistidos.

Recomendo muito e deixo aqui o link !

Codoanaut – Onde nos programamos ? http://codonaut.de/

Este post foi escrito com a seguinte trilha sonora: Dieter Schnibel – Motetus I, Sibelius – The Oceanides OP.73 Yale version, New Order, Bicep, Urban All Stars e DJ Zinc.

Acertando o rumo.

Nesta semana que passou (07/04) realizei encontro virtual com meus orientadores da UNICAP, Professores Anthony Lins e João Guilherme. Antes de tomarmos o assunto principal foi Inevitável conversar um pouco sobre os momentos que vivemos aqui e no mundo e das incertezas sobre o dias futuros.

Para o projeto discutimos e decidimos ajustar o foco do problema no uso das interfaces, e como estas ‘causam’ o encadeamento das narrativas interativas nos filmes realizados com o software Korsakow. Nos últimos dias me concentrei em buscar mais evidências destes ‘comportamentos’ levantando no banco de dados do site do programa, quantos filmes existem disponíveis para visualização. Os números são de 107 filmes com links cadastrados, sendo 52 com links ativos.

Foi decidido revisar o texto do projeto e renovar os contatos aos professores que farão parte da banca de qualificação, entre eles o Prof. André Paz, pesquisador chefe do BUG404, para consolidar breve um cronograma atualizado. Também foi proposto o contato com Mr. Florian Thalholfer, o criador do programa, para uma possível contribuição no desenvolvimento da pesquisa.

Por fim foi definido a escolha de um dos artigos (disponíveis aqui http://meufilme.com.br/?page_id=38 , no blog para consulta) já produzidos ao longo do mestrado, para participar de chamada de trabalhos da revista Fronteiras – estudos midiáticos, publicação da Unisinos, destinada à comunidade científica da área de ciências sociais e humanas, centrado em temáticas diretamente concernentes aos processos midiáticos.

Até breve e #ficaemcasa, #stayhome.

Estamos todos neste barco. Não se jogue aos tubarões !!

Pois é chegamos há alguns dias no inevitável isolamento social do Covid-19.

Quanto tempo vai durar ainda ? isto não podemos afirmar com certeza neste momento, mas não menos na previsão otimista entre 45 a 60 dias.

Entramos ontem na segunda semana de aulas virtuais do Mestrado e os encontros em grupo na internet acontecem em diversas ferramentas, que com vantagens e desvantagens estão sujeitas à qualidade sofrível da conexão BR. Quem estuda ou produz conteúdos interativos para plataformas on line sabe quanto a qualidade da conexão é importante para a fruição adequada do mesmo.

Neste semestre estou em duas cadeiras oferecidas na grade curricular sendo elas: Poder e Consumo na Sociedade Contemporânea e Linguagens Audiovisuais. A pesquisa principal está ainda em formatação final para a qualificação.

Os dias de home office e de cuidados junto com minha esposa e o pequeno marujo Pedro Gil em nosso pequeno cais familiar e dos encontros com colegas e professores têm se mostrados gratificantes na travessia destas águas de 2020.

Uma das minhas leituras de hoje será:

DESENVOLVIMENTO ATUAL DO DOCUMENTÁRIO INTERATIVO E TRANSMÍDIA NAS AMÉRICAS, EUROPA E AUSTRÁLIA
de ARNAU GIFREU-CASTELLS, no livro do BUG 404.

Bjs e sigamos !!

O primeiro ano do Mestrado.

Final de 2019 chegando e nosso último encontro do ano foi nesta segunda 23/12, com os Prof. Anthony Lins e Prof. João Guilherme. Na pauta, discutir o encaminhamento final da proposta do projeto do Mestrado !

Agora é sentar, ter calma e escrever o primeiro tratamento, com os diretores e roteiristas gostam de chamar seus escritos. Vamos nessa !

Para inspiração coletiva vimos o primeiro episódio de “Do not Track”, dirigido por Brett Gaylor e que faz uma análise interessante dos encontros entre as problemáticas da privacidade ( ainda tem quem acredite que se está a salvo) e a economia de dados ( não para economizar mas para monetizar).

Segue o link da obra para diversão. https://donottrack-doc.com/en/intro/