O programa é quem manda.

Seria minha tradução para o livro de 2013, de Lev Manovich, que assim como outras de suas obras permanecem sem versões para o português. Temos definitivamente uma lacuna aqui …

Manovich está me ajudando a entender melhor as teorias de mídia que se consolidam no mundo digital, sem que mesmo percebamos isto acontecer.

Uma das questões centrais são os pensamentos e motivações que cientistas como Alan Kay e Engelbart, entre outros nas décadas de 1960 e 1970, criadores dos conceitos e técnicas práticas que vieram a estruturar as mídias digitais contemporâneas através de softwares como Photoshop, Illustrator, Maya, Final Cut e After Effects ?

Pra nossa sorte a editora Bloomsburry disponibiliza a leitura em sua plataforma de livre acesso, leia aqui o Livro.

Outro de seus livros nós já indicamos aqui em agosto de 2020,

EOL for FLASH – End of Line, o fim da linha.

Previsto para acontecer em 12 de janeiro de 2021 marcou o fim da linha para o programa FLASH.

Novas e melhores tecnologias sempre chegam, o problema aqui é como resgatar o que foi feito usando uma tecnologia agora obsoleta.

Na história das mídias digitais isto é recorrente. Alguém ainda têm um Videocassete VHS ? Mesmo as mídias profissionais como as Betacam, Video8, alguém ? Cds e DVDs quase extintos…

O perigo é ver a memória ser apagada para sempre.

No caso desta pesquisa inúmeros filmes editados no Korsakow em suas versões iniciais eram somente exportados em FLASH. As análises feitas e sugeridas não poderão ser vistas pelos meus orientadores, público acadêmico e geral. Alguns jamais serão vistos de novo. Muitos que fazem parte desta pesquisa se enquadram nesta triste categoria.Além de que isso abre um novo problema de pesquisa dentro da pesquisa, que pelo menos devo relatar no processo.

O Korsakow já atualizou no seu banco de filmes quais estão em Flash, vou tratar disso no próximo post.

Não há substituto e a ADOBE desaconselha fortemente o uso de programas de terceiros.

Segue o que informa a ADOBE na sua página oficial.

Since Adobe no longer supports Flash Player after December 31, 2020 and blocked Flash content from running in Flash Player beginning January 12, 2021, Adobe strongly recommends all users immediately uninstall Flash Player to help protect their systems.  


Some users may continue to see reminders from Adobe to uninstall Flash Player from their system.  See below for more details on how to uninstall Flash Player.

UPDATED: January 13, 2021

Adobe stopped supporting Flash Player beginning December 31, 2020 (“EOL Date”), as previously announced in July 2017.

Open standards such as HTML5, WebGL, and WebAssembly have continually matured over the years and serve as viable alternatives for Flash content. Also, major browser vendors are integrating these open standards into their browsers and deprecating most other plug-ins (like Flash Player).  See Flash Player EOL announcements from AppleFacebookGoogleMicrosoft and Mozilla.

By providing more than three years’ advance notice, Adobe believes that there has been sufficient time for developers, designers, businesses, and other parties to migrate Flash content to new standards.  The EOL timing was in coordination with some of the major browser vendors.

After the EOL Date, Adobe will not issue Flash Player updates or security patches. Adobe strongly recommends immediately uninstalling Flash Player. To help secure your system, Adobe blocked Flash content from running in Flash Player beginning January 12, 2021. Major browser vendors have disabled and will continue to disable Flash Player from running.

Flash Player may remain on your system unless you uninstall it.  Uninstalling Flash Player will help secure your system since Adobe will not  issue Flash Player updates or security patches after the EOL Date.  Adobe blocked Flash content from running in Flash Player beginning January 12, 2021 and the major browser vendors have disabled and will continue to disable Flash Player from running after the EOL Date.

Click “Uninstall” when prompted by Adobe, or follow these manual uninstall instructions for Windows and Mac users.

Since Adobe is no longer supporting Flash Player after the EOL Date, Adobe blocked Flash content from running in Flash Player beginning January 12, 2021 to help secure your system.  Flash Player may remain on your system unless you uninstall it.

Browsers and operating systems that support Flash Player continue to decrease so Adobe strongly recommends immediately uninstalling Flash Player.

Apple Safari version 14, released for macOS in September 2020, no longer loads Flash Player or runs Flash content. Please visit Apple’s Safari support for more information.

Please visit http://www.adobe.com/products/flashplayer/tech-specs.html for the latest list of Flash-supported browsers and operating systems.

No.  Adobe has removed Flash Player download pages from its site. Adobe blocked Flash content from running in Flash Player beginning January 12, 2021.

No.  These versions of Flash Player are not authorized by Adobe. You should not use unauthorized versions of Flash Player.  Unauthorized downloads are a common source of malware and viruses.

Caminhando na pandemia – 2020.

E esperando que caminhos nos levem logo a vacina e principalmente para anos melhores em 2021, 2022, 2023 … não custa sonhar.

Um caminho possível se seguirmos os passos da ciência, do cuidado com o meio ambiente, da busca de melhores e mais justas condições de vida para nós habitantes deste pedaço de pedra voadora na imensidão do universo !!

Nossa despedida deste ano será relaxar com o K-filme de Andrew Martyn Sugar chamado de “Walking Through the pandemic”, realizado colaborativamente na Inglaterra durante os primeiros meses da pandemia e que teve apoio do Arts Council England.

Método para Documentários ET’s.

Nesta busca pelo conhecimento que é a nossa pesquisa de Mestrado um dos pontos centrais, e o qual me debruço nestes dias é a fase metodológica de propor estratégias para esmiuçar o objeto de estudo, mapear, relacionar, comparar e anotar, em busca sobretudo de conhecimento que possa ser analisado e replicado.

Um dos conceitos que guiam meu método é o presente no livro Alien Phenomenology or What It’s Like to Be a thing, do designer de jogos e filosófo de mídia Ian Bougost, ” Knowledge may intersect or surround ideas and objects, but it never permeates them, just as mechanical device used to train canaries doesn’t really turn them into sopranos”.(BOUGOST, 2012, pg. 123) em português, “O conhecimento pode cruzar ou circundar ideias e objetos, mas nunca os permeia, assim como o dispositivo mecânico usado para treinar canários não os transforma realmente em sopranos”.

Tal pensamento está presente na filosofia da ontologia orientada dos objetos – OOO – uma proposta do realismo especulativo que desloca a tradicional visão humanista da realidade em direção a interconexão entre os objetos e nós, que possui entre seus pensadores Bougost, Harman, Latour, entre outros. Meu objetivo é assim desenhar os mapas dos estilos das narrativas na hipermídia documental. Espero não ser muito pretensioso …

Filming Revolution – A primavera árabe em sua versão Big Data.

A indicação de documentário hoje é “Filming Revolution”, que você pode começar a ver aqui: https://filmingrevolution.org/

Os tempos de revolução sempre foram um terreno fértil para novas idéias e abordagens para o cinema. Com isso em mente, a estudiosa e praticante de cinema Alisa Lebow professora de Screen Media na University of Sussex, foi ao Egito após a revolução de 2011 para conversar com os cineastas sobre a maneira como suas práticas podem ter mudado como resultado de sua participação nesses eventos. Entrevistando mais de trinta cineastas, artistas, ativistas e historiadores, este projeto cria uma plataforma para pensar junto com as pessoas que fazem filmes no meio da agitação e depois.

As entrevistas são organizadas em grupos de conversas detalhadas, agrupadas em torno de temas, pessoas e projetos. Os leitores acompanham essas trocas multi-vocais para ouvir uma variedade de pontos de vista sobre tudo, desde filmar nas linhas de frente até organizar um sindicato de cineastas independentes ou contar uma história pessoal em meio a um momento histórico. O projeto aborda questões de forma, a relação entre documentário, jornalismo, arte e ativismo, bem como questões de historiografia, propaganda e muito mais. Cada cineasta e todos os temas associados são apresentados com uma nota para facilitar o envolvimento com essa investigação rica e exclusiva da mídia.

O projeto está no ar em uma publicação da Stanford University Press, © 2018 Stanford University | ISBN 9781503605220 | DOI 10.21627/2018fr | OCLC 1057701579 | Published by Stanford University Press

Projeto Tafos, fotografia e sociedade no Peru, no doc interativo “These Photos”.

Depois de alguns dias ‘imerso’ no planejamento da dissertação e no já início do texto da mesma, finalmente um curto respiro.

Abertura – “These Photos”.

No post de hoje trago mais um dos K-Filmes que fazem parte da nossa análise sobre Korsakow em filmes documentários, é o “These Photos“.

O projeto pode ser visto on line neste link http://thesephotos.korsakow.tv/

Idealizado pela inglesa Tiffany Fairey como parte de sua pesquisa de doutorado em Sociologia Visual no Goldsmiths College de Londres, utiliza o Korsakow na construção de uma narrativa interativa sobre o trabalho do grupo TAFOS no Peru do final do século XX, como explica a autora, ” entre 2011-12, conduzi pesquisas sobre a experiência da TAFOS como parte do meu doutorado. Eu examinei especificamente o impacto de longo prazo do projeto em seus participantes e a circulação das imagens do TAFOS desde o encerramento do projeto.”

A navegação é realizada através das pré-visualizações.

O TAFOS foi um projeto pioneiro de ‘fotografia social’ realizado no Peru de 1986 a 1998. Envolveu mais de 270 fotógrafos de comunidades de todo o país; incluindo coletivos campensinos, mineiros, mulheres e jovens que viviam em bairros urbanos e comunidades afro-peruanas. O projeto durou 12 anos turbulentos da guerra civil peruana, capturando testemunhos vitais e percepções sobre o movimento político de base e a vida das pessoas naquela época.

Imperdível pra quem curte fotografia e documentários juntos ! Até Breve !

Se eu demorar uns meses …

Seguindo com nossa pesquisa sobre o sistema interativo Korsakow, trago hoje a indicação de um I-doc realizado pela produtora brasileira Doc Tela.

É o “Se eu Demorar uns Meses” baseado em relatos de presos políticos opositores ao regime desse período com explicam os criadores Giovanni Francischelli e Lívia Perez, “um dos assuntos mais obscuros da história política brasileira continua sendo o período da Ditadura Militar (1964-1985). Foram 21 anos de regime autoritário, conhecido por práticas repressivas violentas como prisões ilegais, invasão de domicílio, assassinatos e torturas. Ainda hoje, pouco se pode afirmar sobre o que aconteceu nos porões de presídios militares e centros clandestinos de tortura, já que a maior parte dos documentos foram destruídos ou permanecem inacessíveis à sociedade.”

Aqui o link: http://doctela.com.br/se-eu-d

Gravado no Memorial da Resistência, edifício histórico sede de uma das polícias políticas mais truculentas do país, o filme traz a memória do período encenada por meio de uma “virtualidade do real”para ficar aqui com Manuel Castells, o que coloca o documentário e a interatividade a serviço da reflexão e da verdade, abordando questões políticas, sociais, culturais e, sobretudo, históricas.

Navegação por telas
As sequências são conduzidas pelo espectador.

Um filme que merece ser visto !

Nuvens – o documentário.

Depois de terminar os artigos do Mestrado para primeiro semestre de 2020.1 é hora de relaxar um pouco antes de escrever a dissertação. Nessa folga rápida deixo aqui uma recomendação para esta semana, o documentário “CLOUDS”.

O link do Trailler.

https://cloudsdocumentary.com/#trailer

Imagens do i-doc “Clouds”.

CLOUDS é um documentário interativo e um retrato dessa comunidade de pioneiros digitais, explorada pelas lentes do código. O projeto faz perguntas sobre o futuro da criatividade em um momento em que os algoritmos desempenham um papel importante na formação da cultura.

O filme apresenta 40 artistas, designers e hackers que participam da co-criação de ferramentas gratuitas para expressão criativa. Refletindo a história dessas comunidades online, o software por trás do CLOUDS foi construído em C ++ ,usando OpenFrameworks e inclui visualizações interativas em tempo real pelos artistas apresentados no documentário.

Como ver bilhões de imagens ?

Lev Manovich. Cultural Analytics. The MIT Press, 2020.

Nossa dica de hoje é novo livro Lev Manovich.

Como me considero um pesquisador iniciante somente li o seu clássico de 2001, “The Language of New Media”, que não têm ainda tradução em português …

Desde já na lista para leitura assim que puder ! Transcrevo abaixo uma parte da sinpose.

“Como podemos ver um bilhão de imagens? Que métodos analíticos podemos aplicar na escala surpreendente da cultura digital – os terabytes de fotos compartilhados nas redes sociais todos os dias, as centenas de milhões de canções criadas por vinte milhões de músicos no Sound Cloud, o conteúdo de quatro bilhões de painéis do Pinterest? Em Cultural Analytics, Lev Manovich apresenta conceitos e métodos para análise computacional de dados culturais, com um foco particular em mídia visual. Com base em mais de uma década de pesquisas e projetos de seu próprio laboratório, Manovich – o fundador do campo da análise cultural – oferece uma introdução suave e não técnica a conceitos-chave selecionados da ciência de dados e discute as maneiras como nossa sociedade usa dados e algoritmos .”

Verdadeiro ou Falso ?

Homepage

No mundo das Fake News como está sendo tratada esta questão pelo documentário e seus autores ? Não somente o fato em si mas o formato de apresentar esta questão.

Num filme linear estamos sujeitos à voz do autor com muito pouco poder de intervenção. Na experiência do espectador realizada por computadores as coisas mudam. Como o filme documentário aborda os fatos ? Serão verdade ou falsos ? Quais os limites entre o real e a ficção ? Muitas são as questões, não há dúvida.

Dito isto minha dica hoje aqui é o I-doc:

http://therapeuticbiographies.com/korsakow-film2/

Realizado pela inglesa radicada no Canadá Jamie Griffiths, artista digital, diretora de cinema e artista performática, que no projeto utiliza com grande criatividade e inovação literária o software Korsakow.

Numa provocativa tensão narrativa questiona continuamente o espectador, verdadeiro ou falso ? Em suas palavras , ” foi apenas um experimento, mas fiz uma descoberta muito interessante. Não houve julgamento real, porque eles nunca poderiam realmente saber quais histórias eram verdadeiras e quais eram falsas. Alguns disseram que é verdade e outros que são falsos, e no final não importava. Assim me senti seguro, mas para minha surpresa e o mais importante, me curei de certa forma terapeuticamente no processo de fazê-lo. “

Boa dúvida !!

Aqui o site do artista – http://www.jamiegriffiths.com